segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Promete?






  - Promete não deixar a paixão fazer de você uma pessoa controladora, e sim respeitar a individualidade do seu amado, lembrando sempre que ele não pertence a você e que está ao seu lado por livre e espontânea vontade?
- Promete saber ser amigo e ser amante, sabendo exatamente quando devem entrar em cena uma ou outra, sem que isso transforme numa pessoa de dupla identidade ou numa pessoa menos romântica?
- Promete fazer da passagem dos anos uma via de amadurecimento e não uma via de  cobranças por sonhos idealizados que não chegaram a se concretizar?
- Promete sentir prazer de estar com a pessoa que você escolheu e ser feliz ao lado dela pelo simples fato de ela ser a pessoa que melhor conhece você e, portanto a mais bem preparada para lhe ajudar, assim como você a ela?
- Promete se deixar conhecer?
- Promete que seguirá sendo uma pessoa gentil, carinhosa e educada, que não usará a rotina como desculpa para sua falta de humor?
- Promete que fará sexo sem pudores, que fará filhos por amor e por vontade, e não porque é o que esperam de você, e que os educará para serem independentes e bem informados sobre a realidade que os aguarda?
- Promete que não falará mal da pessoa com quem se casou só apara arrancar risadas dos outros?
- Promete que a palavra liberdade seguirá tendo a mesma importância que sempre teve na sua vida, que você saberá responsabilizar-se por si mesmo, sem ficar escravizados pelo outro e que saberá lidar com a sua própria solidão que casamento algum elimina?
- Promete que será tão você mesmo quanto era minutos antes de entrar na igreja?
Sendo assim, declaro-os muito mais que marido e mulher. Declaro-os maduros!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Oceanos são feitos de gotas d'água!




Para ser ouvido, fale.
Para ser compreendido, exponha claramente as suas idéias sem jamais abrir mão daquelas que julgas fundamentais.
Acima de tudo, busque o prazer antes do sucesso, a auto-realização antes do dinheiro, fazer bem feito antes de pensar em obter qualquer recompensa.
Nenhum reconhecimento externo vai substituir a alegria de poder ser você mesmo.
Ter “status” é comprar coisas que você não quer, com o dinheiro que você não tem, a fim de mostrar para gente que você não gosta, uma pessoa que você não é.
Nada tem graça se não for bom para o seu corpo, leve para o seu espírito e agradável para o seu coração.
Para conseguir, tente sem pensar que o êxito virá logo da primeira vez. Cuide de ter saúde, energia, paciência e determinação para continuar tentando quantas vezes forem necessárias.
Mas, ao perceber que já fez tudo o que pode ou até mesmo um pouco além, mude o alvo para não se torne, em vez de vitorioso, apenas mais um teimoso.
Para recomeçar sempre, perdoe-se pelos fracassos e erros que cometer, aprenda com eles e a partir deles programe suas próprias ações.
Nunca se deixe iludir que será possível fazer tudo num só dia ou quando tiver todos os recursos, tal dia nunca virá.
Para manter-se motivado, sonhe.
Para realizar, planeje, pensando grande e fazendo pequeno, um pouco a cada dia e todos os dias um pouco, porque são pequenas gotas d’água que fazem grande o oceano.

Nos graves momentos



Texto extraído do livro "Agenda Cristã ", Chico Xavier (André Luiz)



Use calma.
A vida pode ser um bom estado de luta, mas o estado de guerra nunca uma vida boa.Não delibere apressadamente. As circunstâncias, filhas dos Designios Superiores, modificam-nos a experiência, de minuto a minuto.
Evite lágrimas inoportunas. O pranto pode complicar os enigmas ao invés de resolvê-los.
Se você errou desastradamente, não se precipite no desespero. O reerguimento é a melhor medida para aquele que cai.
Tenha paciência.
Se você não chega a dominar-se, debalde buscará o entendimento de quem não o compreende ainda.Se a questão é excessivamente complexa, espere mais um dia ou mais uma semana, a fim de solucioná-la.
O tempo não passa em vão.A pretexto de defender alguém, não penetre o círculo barulhento. Há pessoas que fazem muito ruído por simples questão de gosto.Seja comedido nas resoluções e atitudes.
Nos instantes graves, nossa realidade espiritual é mais visível.Em qualquer apreciação, alusiva a segundas e terceiras pessoas, tenha cuidado. Em outras ocasiões, outras pessoas serão chamadas a fim de se referirem a você.
Em hora alguma proclame seus méritos individuais, porque qualquer qualidade excelente é muito problemática no quadro de nossas aquisições.
Lembre-se de que a virtude não é uma voz que fala, e, sim, um poder que irradia.


“Tudo que fica pendente, puxa a gente pra trás.”

Afinidade...



Afinidade não é o mais brilhante, mas é o mais útil, delicado e penetrante dos sentimentos. Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, a distancia, as impossibilidades.
Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o dialogo, a conversa, o afeto, no exato ponto onde foi interrompido.
Afinidade é não haver tempo mediante a vida. É a vitória do adivinhado sobre o real, do permanente sobre o passageiro, do básico sobre o superficial.
Ter afinidade e muito raro, mas quando ela existe, não precisa de códigos verbais para se manifestar. Ela existia antes do conhecimento, erradia durante e permanece depois que as pessoas deixam de estar juntas.
Afinidade é ficar longe, pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem, sensibilizam. É saber o que vem de dentro com uma aceitação anterior ao entendimento. É olhar e perceber.
Afinidade é um sentimento singular, discreto e independente. Pode existir a quilômetros de distância, mas é adivinhado na maneira de falar, de escrever, de andar, de respirar.
Afinidade é retomar a relação no momento em que parou. Porque o tempo e a separação nunca existiram. Foi apenas a oportunidade dada pelo tempo, para que a maturação pudesse ocorrer e que cada pessoa pudesse ser cada vez mais feliz.


“Podre de quem estando diante de uma luz, não vê a claridade e procura encontrar alguma mancha negra dentro dela.”

terça-feira, 27 de julho de 2010

O que mantém um casal





Uma lição de vida

Um famoso professor se encontrou com um grupo de jovens que falavam contra o casamento.
Os rapazes argumentavam que o que mantém um casal é o romantismos e que é preferível acabar com a relação quando este se apaga em vez de se submeter a triste monotonia do matrimonio. O mestre disse que respeitava sua opinião, mas lhes contou o seguinte:

Meu pais viveram 55 anos casados. Uma manhã minha mãe descia as escadas para preparar o desjejum para o meu pai e sofreu um infarto, caiu. Meu pai correu até ela , a levantou como pôde, e quase se arrastando a levou até a caminhonete. Sem respeitar o transito dirigiu a toda velocidade até o hospital. Quando chegou lá, infelizmente ela já havia falecido. Durante o enterro, meu pai não falou, ficava olhando para o nada, quase não chorou.
Eu e meus irmãos nos reunimos com ele, num ambiente de dor e nostalgia, recordamos momentos engraçados. Ele pediu a meu irmão que é teólogo que lhe explicasse, onde mamãe estava naquele momento. Meu irmão falou que naquele momento, minha mãe repousava e que ali ficaria até que Jesus retornasse. Falou da volta de Jesus e da manhã da Ressurreição quando veremos mamãe novamente. Meu pai ouviu atentamente.
De repente ele pediu – “Levem-me ao cemitério.” “Mas pai – respondemos - são 11 da noite! Não podemos ir ao cemitério agora.”
Aí ele ergueu a voz e com o olhar vidrado disse:
“-Por favor, não discutam com um homem que acaba de perder aquela que foi sua esposa por 55 anos.”
Houve um momento de respeitoso silencio, fomos ao cemitério, sem discutimos mais, pedimos permissão ao zelador, com uma lanterna encontramos a lápide. Meu pai a acariciou, chorou e nos disse comovido.
“ – Foram 55 bons anos... sabem? Ninguém pode falar do amor verdadeiro se não tem idéia do que é compartilhar a vida com uma mulher assim. Fez uma pausa e enxugou as lágrimas.
- Ela e eu estivemos juntos naquela crise. Mudei de emprego. Recompramos toda a mobília quando vendemos a casa e mudamos de cidade. – compartilhamos a alegria de ver nossos filhos terminarem suas carreiras, choramos um ao lado do outro quando entes queridos partiram, oramos juntos na sala de espera de alguns hospitais, nos apoiamos na hora da dor, nos abraçamos em cada natal, e perdoamos nossos erros...
-Filhos , agora ela se foi e estou contente, sabem por que? Porque ela se foi antes de mim, não teve que viver a agonia e a dor de me enterrar, de ficar só depois da minha partida. Serei eu quem vai passar por isso, e agradeço a Deus por isso. Eu a amo tanto que não gostaria que sofresse assim...”
Quando meu pai terminou de falar, meus irmãos e eu estávamos com os rostos coberto de lágrimas. Nós o abraçamos e agora ele nos consolava:
“- Está tudo bem, meu filhos, podemos ir para casa, este foi um bom dia.”
Naquela noite entendi o que é o verdadeiro amor. Muito alem do romantismo, sem muito a ver com erotismo, mas bem se vincula ao trabalho e ao cuidado a que se professam duas pessoas realmente comprometidas.
Quando o mestre terminou de falar, os jovens universitários não puderam argumentar.
Esse tipo de amor era algo que não conhecia.

Escutar e ver o amor...



Há momentos em que somos tímidos para expressar o amor que sentimos, por medo de envergonhar a outra pessoa ou de nós envergonharmos a nós mesmo.
Fugimos de dizer “Te Amo” e tratamos de comunicar por outras palavras, então dizemos: “Se cuida!”, “Se comporta bem!”, etc. Mas realmente, estas são maneiras diferente de dizer “Te Amo!”, “Você importante para mim”, “Eu me importo com o que acontece contigo.”, “Não quero que esteja mal.”
Às vezes somos muito estranhos. A única coisa que queremos dizer é a única coisa que devemos dizer e, de fato, é a única coisa que não dizemos.
Assim, porque o sentimento é real e porque a necessidade de o dizer ser tão forte, usamos outras palavras e formas para dizer o que realmente queremos dizer.
Devemos escutar o amor nas palavras que as pessoas nos dizem: um elogio dito carinhosamente transporta muito afeto e amor que os sentimentos que são expressos de maneira pouca sincera.
Um abraço e um beijo impulsivo dizem: “te amo”, mesmo quando as palavras dizem algo diferente.
Qualquer expressão de preocupação significa: “Te quero!”
Dizemos “Te amo” de muitas maneiras, com pequenos presentes, com bilhetes românticos, com sorrisos e às vezes com lagrimas. Outras vezes mostramos nosso amor,  quando mantemos em silêncio, sem dizer uma palavra ou falando muito e bruscamente. Às vezes mostramos, também, o nosso amor atrás das impulsividades.
Muitas outras vezes temos de demonstrar o amor, perdoando alguém que não tenha conseguido perceber o amor que tenhamos tentado expressar.
Não é a presença ou a ausência de alguém que faz a diferença. Porque uma pessoa pode não se sentir solitária ainda que esteja só. Às vezes é bom estar só. E isso não nos faz solitários. O caso não é estar presente com alguém, é estar presente para alguém. Lembre-se: se amas alguém, lhe diga.
Lembre-se sempre de dizer o que sentes, nunca tenha medo de se expressar. Aproveite essa oportunidade para dizer a alguém o que ela significa para ti.
Aproveite todos os dias de forma que nunca te arrependas de não ter dito alguma coisa a alguém.
A diferença entre expressar o amor e o rancor é que os rancores às vezes duram mais. A quantidade de amor que sentes, pode ser medida pela quantidade de amor que dás. Ou em outras palavras, a medida e que dás, é à medida que recebes.

É complicado dividir uma vida...







    A gente tem anseios, receios, bloqueios.
A gente fala muito e às vezes cala também.
A gente da muita importância a pequenas coisas
E deixa passar grandes fatos
Há gostos e desgostos...
Sorrisos...
Vontade de flutuar,
Gargalhar até onde a boca esticar,
Até onde houver graça
Ouvir a risada entoar um canto de alegria...
De noite ou de dia, é bom ter alguém que sorria.
Nos relacionamentos modernos existe uma falta de encaixe
Uma pequena peça que se perdeu
E que é tão difícil encontrar
Incompatibilidades existem e acabam destruindo,
Obscurecendo um lado incandescente da vida.
De um lado impera o desejo de ir certo
Guiado pela sensibilidade ou pela compreensão
Do outro, pode não haver retorno
Ou simplesmente não existir nada para ofertar
Não é fácil cuidar de dois corações
A responsabilidade é tamanha
Que devemos ter a certeza
Que o que queremos é velar o sono de uma inquieta criança,
Que no decorrer do tempo, sente fome e acorda para tantas coisas da vida
Conviver junto do amor requer paciência.
E principalmente tolerância.
Se dos dois lados existir maturidade
Sem deixar de lado uma boa novidade que “Tempera” a relação, tudo isso pode ser melhor.
O equilíbrio desses fatores independe da idade,
Mas a corda bamba é justamente o raciocínio, a sensatez e a noção certa de onde se quer chegar.
Se um dia as duas partes resolverem seguir caminhos solitários,
Não ficará na boca aquele gosto amargo da derrota,
Mas no coração um certo alivio por saber
Que tudo foi feito pelo “final feliz”


“Se não deu certo, paciência!”