terça-feira, 11 de outubro de 2011

Sobre sentir....


Ás vezes é difícil de entender tanta coisa, às vezes o medo sussurra no ouvido o que eu desejo não escutar, mas que de certa forma toma algum espaço em meus pensamentos.

Até que ponto se vai por gostar de alguém? Até onde permitimos que isso siga de modo natural, sem tentar controlar?

Andei pensando nisso, sobre controles, sobre amor, sobre falta... Essa coisa tão particularmente nossa.. Porque cada pessoa sente de um jeito. Mas no fundo as duvidas são sempre parecidas, e acreditem os medos também.

Eu que vivia dizendo: “Arisque-se!”,“Tente...”,  “Dê a cara a tapa!”... Notei quanto tempo não fiz metade do que eu disse. Vivi olhando detalhes, procurando defeitos, pontos que gritassem: “PARE”. E parei, varias vezes... Pelo medo de me machucar, pelo que as  experiências  me ensinaram, me preparam, e de certa forma permitiu que eu me aprendesse a controlar o que sinto. Mas por quanto tempo? Por quanto tempo você controla o que sente? Um ano? Dois? Três? Mas uma hora você percebe que algo chegou devagar, e aos pouco sem que você notasse, foi entrando, foi participando do seu dia, da sua vida, e foi ficando essencial, necessário.

Em um dado momento, algo perfeito vai acontecer, ou imperfeito... e você vai notar o quanto aquilo se tornou importante. Nesse momento, você vai perceber o que sente. O que não notou durante um tempo, mas que agora se tornou assim tão “escancarado”.

Sentimentos são incontroláveis, falta também. A ilusão de que você pode controlar isso, passa muito rápido. E sempre de duas formas, ou a perda, ou o medo de perder. Infelizmente, só valorizamos as coisas sobre esse aspecto, quando perdemos, ou quando passamos a ter medo de não conseguir fazer nada sobre o que sentimos.

Não adianta sentir falta dele(a) falando como você é chata(o), falta de como ele(a) te olha, falta quando sente o cheiro dele(a) em alguma coisa sua, ou de como ele te faz um carinho. Não adianta ficar olhando pro celular a cada 20 minutos para ver se ele(a) não te mandou uma sms, ou te deixou um recado. Isso não vai fazer você acordar e notar que o que você sente é mais do que imagina.

Algumas coisas se completam, e sobre isso, o tempo, a distancia, o medo... não tem efeito. Em algum momento, as coisas se iluminam, e ai sua primeira vontade vai ser negar, e acredite você vai negar, pra si, pros outros, pra ele(a), depois vai notar que estava errada, e sua segunda vontade vai ser controlar... controlar o sentimento, a falta, as sensações, a demonstração. Chega um momento que não cabe mais em você, acredite quando é verdadeiro, não cabe. E ai sua vontade vai ser viver... ter perto... e dizer...

Quanto tempo vai durar? Como vai acabar? Não sei... Vai depender dos dois, vai depender se você vai continuar querendo controlar. Vai depender da cumplicidade, do sentimento, da relação que você criar. Eu desejo que seja a melhor relação da sua vida. Mas se quer viver ela, viver mesmo. Não pense em como vai terminar. Permita-se sonhar.

Eu disse que eu ia controlar o que eu sentia, desculpa... Mas eu não posso! Porque se eu controlar eu vou perder o melhor disso... a autenticidade. Não vai ser natural. Eu prefiro ser inteira, intensa e profunda com você. E ainda sair viva!




O problema em “PARAR” é não conseguir tomar o caminho de volta. Desacelerar, te dá paz, se a outra pessoa te dá segurança. 


terça-feira, 13 de setembro de 2011

Eternamente responsável


Eu estava olhando os contatos do MSN, pelo Hotmail quando eu achei o e-mail dele... Olhei e fiquei me perguntando porque deixamos de nos falar. Não achava motivos...Resolvi mandar um e-mail:

“Oie... tudo bem? Muito tempo que não nos falamos. Mas eu gostaria que você soubesse que eu adorava as conversas com você, o modo como debatia idéias comigo,  e como me fazia sorrir. Mesmo eu odiando seu lado “ladrão de corações”. Como deixamos de nos falar? Falta de tempo minha ou sua? Um abraço Taty”

Logo em seguida recebi a resposta:

“Também adorava falar com você, mas deixamos de nos falar porque sem você perceber mudamos os lados.”

Questionei:
“Como? Não entendo...”

A resposta foi clara:

“Eu era o ladrão e você a mocinha, invertemos os papeis. E sem você notar levou o meu coração pra tão distante que eu não conseguia mais ver ali. Sei que não foi por maldade, sei que você também não notou. Mas você se tornou mais que uma amiga pra mim, e eu não mudei pra você. Achei melhor que nos afastássemos antes que eu te machucasse, como você disse é o que eu costumo fazer, machucar as pessoas. Mas sinto falta da grande parte de mim que você leva com você. Se cuida!”



Me perdi lendo, tentei achar o ponto de como responder... e só conseguia pensar “Sinto muito!”, “Me desculpe”, afinal somos responsáveis pelo que cativamos. E não queria ter machuca-o. 

Nunca esteve aqui...


Fiquei procurando pela casa algo que eu pudesse dizer “é dele”, ou “foi com ele”. Fiquei tentando me lembrar como costumávamos ser quando éramos um casal. Alimentei o eu éramos por tanto tempo que agora que se foi. Não consigo mais te achar aqui, em nenhum pertence, em nenhuma memória, nem no calendário. E olha que eu adoro calendários.
A gente se perdeu definitivamente em um caminho que vai ser difícil achar algum ponto de encontro. Porque eu continuo dando passos para frente, mas você insistiu em andar para trás. Foi difícil aceitar que eu não podia fazer mais nada por você, foi difícil ter que ver viver ficar pra trás e eu não ter mais forças para te carregar no ombro. Então precisei entender que as decisões foram suas e que em algum ponto você não me incluía nelas. Foi nesse ponto que parei de te levar.
Enquanto a maioria das pessoas me dizia: “Vai ficar tudo bem!” , “Já passou o pior”, “Você vai superar”. Eu gritava em silêncio: “Então porque dói? Porque ainda está doendo?”.
Por que partir dói, ainda mais quando sua vontade é permanecer. Chorei, tentei, te liguei, te deixei ficar algumas noites, almocei com você outros dias. E notei que isso machucava mais. Fazia sangrar mais, não se pode curar se ainda permitia que me machucasse, te afastei, não atendi seus telefonemas, evitei os lugares que você ia, não liguei. Na verdade, me fechei... em casa, no quarto, em mim.
Precisava de um tempo comigo, precisava ver além dos seus olhos, precisava encarar os meus no espelho do banheiro sem chorar. E permiti que todas as lágrimas caíssem, até passar. E um dia passou.
Sabe o lado bom de uma dor? Quando ela passa. Quando aquilo não te machuca mais, e não adianta procurar mais pontos fracos, você não tem mais efeito em mim.
Um dia eu olhei no espelho e sorri. A dor não estava mais ali, então era a hora de colocar o meu melhor vestido e sair, sair de casa, do quarto e de mim. Não era mais você nos meus olhos, era eu querendo ser a minha melhor versão. E com toda certeza fui e sou todos os dias.
Passou muito tempo até você voltar... 1 ano? 2 ? Não sei, preferi não contar. Mas agora que você cismou de querer permanecer, eu não te encontro mais aqui. Em nenhum canto...
Não tem como permanecer o que nunca entrou. Eu participei, eu compartilhei, eu me doei, você nunca tentou...
Você foi meu melhor aprendizado, mas não te anotei no meu caderno. As melhores lições são aquelas que você registra, mas não precisa anotar o motivo ou o caso. Só entende como se faz.
Eu quero dias melhores do que os que eu tive com você. Eu quero felicidade, não aquela agonia. Se estou no caminho certo eu não sei, mas estou fazendo da melhor forma que eu consigo.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

...



" Sabe qual é a ironia da dor? E querer ser consolado por quem te machucou!"


Um pouco do meu essencial pra viver...


Sentada sobre a cama ás 6:50 de um dia frio, meus sobrinhos acabaram de sair para ir a escola, e eu estou aqui pensando em tudo que vivi nesse mês. Que sem dúvida foi um dos melhores da minha vida. Passei com eles.

Família, essa coisa tão nossa, tão complexa, tão complicada, tão amada, tão querida. Noto como isso me completa. Essa coisa de todos juntos, café da manhã tumultuado por pressa, por carona, por trabalho e por escola, a calmaria que ficou nesse momento, o silencio que grita na casa, como se já sentisse a falta deles, que acabaram de sair.

Daqui a pouco é hora do almoço, e daí eles voltam invadindo a casa de alegria, uma tão contagiante, que nem mesmo o frio e a chuva conseguem dispersar. Coisas tão comuns, e tão valiosas, como ver sessão da tarde agarrada com eles no sofá, embaixo do cobertor, e pega-los dormindo no meio do filme, e o sono que parece ser mais contagiante que a vontade de não ir embora que me toma a cada momento com eles. Depois uma caminhada com o mais velho, mesmo frio ele adora. Ou andar de bicicleta pela cidade, que é minúscula, mas tão confortante.  Vamos até a linha do trem, e ele sempre me desafia já sabendo que eu os amo tanto que com certeza aceitarei o desafio. Então passamos o final da tarde caminhando sobre a linha do trem, ele me perguntando como era quando ainda passava o trem, as memórias de uma infância que eu aproveitei muito, que eu amei demais, e de pessoas que me amam aonde quer que estejam.

Quando voltamos a mais nova, insiste em querer fazer “piolho” no louro, mas ele não deixa, e ela tem medo, então ela me implora como se eu o pegasse fosse matar a vontade dela... pego ele acaricio, ela canta com ele... e sorri, o sorriso mais sincero, mais inocente, mais terno... desses que te enche de calma, de paz, de esperança. Me abraça com aquele olhar de obrigada por estar aqui.

E tem o mais novo, esse adora vídeo game, mas me surpreende quando inventamos um programa novo, saímos para uma volta na cidade, ir às compras com ele. Permitir que ele escolha, que ele mude o dia. As crianças nos ensinam tanto. Às vezes, melhor, na maioria das vezes, elas só precisam de atenção, elas precisam se sentir amadas. Uma conversa que eu vou levar pra minha vida. Um final de tarde jogando vídeo game, que eu não trocaria por nenhum outro programa.

E a mais velha, que estuda muito, que adora futebol, que carrega em si uma nobreza enorme. Que tem uma responsabilidade admirável, que com toda certeza do mundo, é uma grande menina, uma adolescente que vai mudar o mundo. Ela tem grandes projetos, ela gosta de dizer o quanto as pessoas são importantes em sua vida, o quanto contribuíram, o quanto ajudaram... e tem um gênio como o da Tia, difícil que só.

E depois de todos os momentos de alegria, de conforto, de intrigas, de elogios, de ciúmes, de querer sempre ficar perto, assistimos TV juntos no final da noite, seja lá jornal, filme, novela, e rimos, cochilamos, comentamos... depois todos deitam comigo, nessa cama na qual eu agora escrevo sozinha, porque eles estão na escola, aprendendo tudo que eu já aprendi um dia, enquanto eu aprendo com eles agora...












Como Lírios...



Talvez esse tempo todo que eu esperei por você, eu tenha esperado mais de mim mesma. Mais entrega, mais coragem em se arriscar, mais vontade de se doar.

Acho que até hoje eu me escondi esperando que você, somente você... pudesse voltar e despertar isso tudo. Sem permitir que outra pessoa se aproximasse o suficiente para tentar ocupar esse lugar tão seu, no qual parece tão vazio, mas na verdade sempre esteve. Mas tão suficientemente corajoso para não te pertencer mais.

Esperei esses longos anos por seu amor, aquele amor que já foi meu. Mas hoje estou tão cansada de esperar, que abro mão desse sentimento que é meu, e estou permitindo doá-lo a outra pessoa.

Obrigada, por todas essas esperanças, que você não tirou. Obrigada por me fazer sentir um dos melhores sentimentos do mundo. Obrigada, por não voltar... Porque me permitiu crescer.

Quem preenche seu nome?



E novamente estou eu aqui, escrevendo pra você... Quem é a pessoa que preenche seu nome?

Sr. F T
Você talvez tenha sido o amor mais nobre, o melhor de mim...
Talvez tenha sido apenas imagem, do que podia ser perfeito e não foi.
Talvez se naquele momento tivéssemos vivido, podia ter sido como qualquer outro amor de adolescente.
Mas o fato de ser carregado por uma vida, te tornou diferente.
O fato dos erros serem meus, das mentiras serem minhas, de todos os pontos fracos serem ocasionados por mim.  Talvez tenha sido isso que fez com que eu alimentasse esse amor por tanto tempo. Talvez tenha sido isso que me fez querer mais do que devia. Até aqui...
Porque agora, agora que eu sei que já passou, eu sei que não tem como voltar, ou continuar.  Eu me sinto me libertando, e te libertando disso, desse amor de anos, desse mais puro amor, que talvez nem tenha sido por quem você é hoje, mas por quem eu achei que você seria. E que no fundo era mais o que eu queria, do que o que fato era.
Ainda não sei quem é a pessoa que preenche o seu nome, ainda não sei quais as virtudes e fraquezas que você carrega, ainda não sei o quanto isso foi tão intenso ou não foi na sua vida. E pela primeira vez, acho que estou preparada pra nunca saber.
Você foi à fantasia que eu carreguei por anos, mas que agora, parece tão comum.
Não vou negar que ainda não haja sentimento, por que há, mas é meu, é um sentimento meu em relação a você, mas que não tem nada com quem você é. Porque hoje eu não sei quem preenche seu nome.
Mas eu queria que você soubesse que eu esperei muito tempo, muito mesmo, esperei com uma ansiedade de alma, por qualquer coisa que viesse de você, e te ver ali á um passo meu, ao meu alcance, me fez ver que aquilo não me deixava tão feliz, ou tão excitada como eu imaginei que seria.
Questionei alguns motivos, questionei  os porquês, mas por mais que eu questiona-se dessa vez eu não queria saber. Você ficou ali, por 3 dias, e eu fiquei olhando, mas não quis por em risco, aquilo que é meu. Admirei o que eu criei de você, mas nunca saberei se o que eu criei é o que de fato existe.
Espero que entenda... ainda amo. Mas não sei se quem é você agora.
Queria ter a coragem pra por em risco toda essa admiração, todo esse amor, mas talvez descobrir, permita-me viver sem isso, e não estou pronta pra viver sem isso. Mas estou pronta pra continuar sem você.
Sentirei sua falta...