terça-feira, 17 de agosto de 2010

Deixando escapar uma grande garota.


Você nunca perde amando. Sempre perde deixando de amar.

Não vou esquecer do dia em que vi pela primeira vez a garota dos meus sonhos. O nome dela era Susie Summers. Seus olhos estavam sempre brilhando, cheios de entusiasmo, e seu lindo sorriso fazia as pessoas que o recebiam (especialmente os rapazes) se sentirem muito, muito especiais.
Apesar de sua beleza incrível, é do seu jeito carinhoso que eu sempre vou me lembrar. Ela realmente se importava com os outros e era uma ouvinte muito atenta. Seu senso de humor era capaz de tornar o dia mais bonito e suas palavras exatamente aquelas que você precisava ouvir. Susie não só era admirada, mas genuinamente respeitada tanto pelos meninos como pelas meninas. Com tudo para ser metida, ela era extremamente modesta.
Nem preciso dizer que Susie era o sonho de qualquer cara. Especialmente o meu. Eu a levava ate a sala de aula todo dia e até almocei sozinho com ela uma vez. Nesse dia eu me senti no topo do mundo.
Eu pensava: “Ah, se eu pudesse ter uma namorada como a Susie, nunca mais olharia para outra mulher.” Mas eu disse a mim mesmo que uma menina assim tão maravilhosa provavelmente estava saindo com um cara muito melhor do que eu. Mesmo sendo o presidente da associação dos alunos, eu simplesmente sabia que não tinha nenhuma chance.
Então, na formatura, eu disse adeus à minha primeira grande paixão.
Um ano depois, encontrei a melhor amiga dela em um shopping e almoçamos juntos. Engasgado, perguntei a ela como estava a Susie.
     - Bom, ela esqueceu você - foi a resposta.
     - Do que você está falando? – perguntei.
     - Você foi muito cruel, enrolando a Susie daquele jeito, sempre fazendo ela pensar que estava interessado. Lembra daquela vez que você almoçou com ela? Susie ficou do lado do telefone o fim de semana inteiro. Tinha certeza de que você ia ligar convidando-a para sair.
     Eu tinha tanto medo de ser rejeitado que nunca me arrisquei a dizer para ela o que sentia. E se eu tivesse convidado Susie para sair ela tivesse dito não? Qual a pior coisa que poderia ter acontecido? Eu não teria saído com ela. Sabe de uma coisa? Eu não saí com ela de qualquer maneira. E o pior é que eu poderia ter saído.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Canção para um grande amor

Mas agora vai 
Deixa o vento te seduzir 
Deixa o novo sonho te invadir 
E não volte nunca mais aqui pra me esperar 
Agora vai 
Lança teu destino em outro mar 
Não recues nunca pra ancorar 
Nunca pra duvidar 
Deixa o sol queimar a tua pele 
Deixa o céu forrar a tua cama 
Deixa amanhecer tua chama, teus desejos 
Mas agora vai 
Porque há vida em outra dimensão 
Porque há paz no outro coração 
Por que com a gente não! 
Por que com a gente não? 
Agora vai 
Buscar os novos horizontes 
Pousar no colo de outros ombros 
Saciar a sede do teu corpo louco 
Deixa o sol queimar a tua pele 
Deixa o céu forrar a tua cama 
Deixa amanhecer tua chama, teus desejos 
Deixa o sol queimar a tua pele 
Deixa o céu forrar a tua cama 
Deixa amanhecer tua chama, teus desejos 
Vai pra sempre vai 
ser feliz é uma estrada sem fim 
Tens a força que eu nunca atingi 
Tens a dor mas ainda sei que tens a mim 
Deixa o sol queimar a tua pele 
Deixa o céu forrar a tua cama 
Deixa amanhecer tua chama, teus desejos 
Deixa o sol queimar a tua pele 
Deixa o céu forrar a tua cama 
Deixa amanhecer tua chama, teus desejos 
Deixa o sol queimar a tua pele 
O céu forrar a tua cama 
Tua chama, teus desejos 
Deixa o sol queimar a tua pele ... 

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O que é importante na vida?

O importante na vida é como tratamos uns aos outros

Durante todo o primeiro ano do ensino médio, fiquei esperando a Noite de Calouros, uma espécie de retiro organizado pelo colégio onde as calouras podiam conversar abertamente sobre suas vidas, interesses e problemas. Foi ótimo poder dividir meus medos e anseios com outras meninas, falar sobre os estudos, os amigos, e principalmente, sobre os meninos.
Voltei para casa me sentindo ótima. Tinha certeza que aprendera muito sobre as pessoas naquele encontro. Decidi colar os papeis e os bilhetes que tinha recebido no retiro na minha agenda, que é onde guardo algumas coisas de que mais gosto. Sem pensar muito, coloquei a agenda em cima da cômoda e terminei de desfazer as malas.
Comecei a semana cheia de esperança. Mas, ao contrario do que esperava, os dias seguintes do retiro foram um desastre. Uma amiga me magoou, tive uma com a minha mãe e tirei uma nota baixa em inglês. Para completar, estava me sentindo feia e não sabia o que vestir no baile de fim de ano.
Eu chorava todas as noites até cair no sono. Tinha imaginado que o retiro teria um impacto maior sobre a minha vida, me ajudando a ficar livre de todo estresse. Mas comecei a achar que tinha sido apenas um alivio temporário.
Acordei na manhã de sexta-feira com o coração pesado e de mal humor. Também estava atrasada. Vesti a roupa depressa e, quando bati a gaveta, minha agenda caiu de cima da cômoda e tudo o que estava dentro dela se espalhou pelo chão. Quando me ajoelhei para catar às coisas, uma folha de papel dobrada chamou minha atenção.
Abri e li:
A vida não é um placar. O importante não é quantas pessoas telefonam para você, nem com quem você saiu ou está saindo. Também não importa se você nunca namorou ninguém. O importante não é quem você beijou, que menino ou menina você gosta. O importante não são seus sapatos, nem seus cabelos, nem a cor da sua pele, nem onde você mora, que esporte pratica ou o colégio que freqüenta. Na verdade, o importante não são suas notas, seu dinheiro, suas roupas ou se passou ou não para faculdade. Na vida, o importante não é ser aceito pelos outros, não é ter muitos amigos ou estar sozinho. Na vida, nada disso é importante.
O importante na vida é quem você ama e quem você fere. É como você se sente em relação a você mesma. É confiança, felicidade e compaixão. É ficar do lado dos amigos e substituir o ódio por amor. O importante na vida é evitar a inveja, não querer o mal dos outros, superar a ignorância e construir a confiança. É o que você diz e o significado de suas palavras. É gostar das pessoas pelo que elas são e não pelo que têm. Acima de tudo, é escolher usar a sua vida para tocar a vida de outra pessoa de um jeito que a fará mais feliz. O importante na vida são essas escolhas.

Naquele dia eu me dei super bem na prova de inglês. No fim da semana me reconciliei com a minha amiga e tive coragem para telefonar para o menino de quem eu gostava. Passei mais tempo com a minha família e me esforcei para dar atenção a mamãe. Cheguei ate a encontrar um vestido lindo para a festa e me diverti muito. E tudo isso não aconteceu por sorte ou milagre. Foi por causa de uma mudança de sentimento e de atitude da minha parte. Percebi que algumas vezes bastava eu me sentar e lembrar das coisas realmente importantes na vida – como as que aprendi na Noite das Calouras.
Este ano estou me preparando para um novo retiro, agora como veterana. Mas guardo ainda aquele bilhete na minha agenda. Para eu poder relê-lo sempre que precisar lembrar o que é realmente importante na vida.

Sucesso





O que é sucesso?
Rir sempre e muito.
Ganhar o respeito de pessoas inteligentes,
E a afeição das crianças.
Ganhar a apreciação de críticos honestos,
E suportar a traição dos falsos amigos.
Apreciar a beleza.
Encontrar o melhor nos outros.
Deixar o mundo um pouco melhor,
Seja com uma criança saudável, um pequeno jardim.
Ou uma condição social redimida.
Saber que pelo menos uma vida respirou
Com mais facilidade porque você viveu
Isso é ter sucesso.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Boas maneiras


A cansada ex-professora se aproximou do balcão do supermercado. Sua perna esquerda doía, e ela esperava ter tomado todos os comprimidos do dia: para pressão alta, tonteira e um grande número de outras enfermidades.
“Graças a deus eu me aposentei há vários anos” – ela pensou. “Não tenho energia para ensinar hoje em dia.”
Imediatamente antes de se formar a fila para o balcão, ela viu um rapaz com quatro crianças e uma esposa, ou namorada, grávida. A professora não pôde deixar de notar a tatuagem em seu pescoço.
“Ele esteve preso” – pensou
Continuou a observá-lo. Sua camiseta branca, cabelo raspado e calças largas levaram-na a conjecturar:
“Ele é membro de uma gangue.”
A professora tentou deixar o homem passar na sua frente.
- Você pode ir primeiro – ofereceu.
- Não, a senhora primeiro – ele insistiu.
- Não, você está com mais gente – disse a professora.
- Devemos respeitar os mais velhos – defendeu-se o homem.
E, com isso, fez um gesto largo indicando o caminho para a mulher.
Um breve sorriso adejou em seus lábios enquanto ela mancou na frente dele. A professora que existia dentro dela não pôde desperdiçar o momento e, virando-se para ele, perguntou:
- Quem lhe ensinou boas maneiras?
- A senhora, Sr. Simpson, na terceira série.

Criando raízes


Nossa força vem de nossas fraquezas.

Quando eu era pequeno, tinha um velho chamado Dr. Gibbs. Ele não se parecia com nenhum medico que eu jamais houvesse conhecido. Todas às vezes em que eu o via, ele estava vestido com um macacão de zuarte e um chapéu de palha cuja aba da frente era de plástico verde transparente. Sorria muito, um sorriso que combinava com o seu chapéu – velho, amarrotado e bastante gasto. Nunca gritava conosco por brincarmos em seu jardim. Lembro-me dele como alguém muito mais gentil do que as circunstâncias justificariam.
Quando o Dr. Gibbs não estava salvando vidas, estava plantando árvores. Sua casa localizava-se em um terreno de dez acres, e seu objetivo na vida era transformá-lo em uma floresta.
O bom doutor possuía algumas teorias interessantes a respeito de jardinagem. Ele era da escola do “sem sofrimento não há crescimento”. Nunca regava as novas árvores, o que desafiava abertamente a sabedoria convencional. Uma vez perguntei-lhe por quê. Ele disse que molhar as plantas deixava-as mimadas e que, se nós molhássemos, cada geração sucessiva de árvores cresceria cada vez mais fraca. Portanto, tínhamos que tornar as coisas difíceis para elas e eliminar as árvores fracas logo no início.
Ele falou sobre como regar as árvores fazia com que as raízes não se aprofundassem, e como as árvores que não eram regadas tinham que criar raízes mais profundas para procurar umidade. Achei que ele queria dizer que raízes profundas devem ser apreciadas.
Portanto, ele nunca regava suas árvores. Plantava um carvalho e, ao invés de regá-lo todas as manhãs, batia nele com um jornal enrolado. Smack! Slape! Pou! Perguntei-lhe porque fazia isso e ele disse que era para chamar atenção da árvore.
O Dr. Gibbs faleceu alguns anos depois. Sai de casa. De vez em quando passo por sua casa e olho para as árvores que o vi plantar há cerca de vinte e cinco anos. Estão fortes como granito agora. Grandes e robustas. Aquelas árvores acordam pela manhã, batem no peito e bebem café sem açúcar.
Plantei algumas árvores há alguns anos. Carreguei água para elas durante um verão inteiro. Borrifei-as. Rezei por elas. Todos os nove metros do meu jardim. Dois anos de mimos resultaram em árvores que querem ser servidas e paparicadas. Sempre que sopra um vento frio, elas tremem e balançam os galhos. Árvores maricas.
Uma coisa engraçada a respeito das árvores do Dr. Gibbs: a adversidade e a privação pareciam beneficiá-las de um modo que o conforto e a tranqüilidade nunca conseguiriam.
Todas as noites, antes de ir dormir dou uma olhada em meus dois filhos. Olho-os de cima e observo seus corpinhos, o sobe e desce da vida dentro deles. Freqüentemente rezo por eles. Rezo principalmente para que tenham vidas fáceis: “Senhor, poupe-os do sofrimento.” Mas, ultimamente, venho pensando que é hora de mudar minha oração.
Essa mudança tem a ver com a inevitabilidade dos ventos gelados que nos atingem em cheio. Sei que meus filhos irão encontrar dificuldade e minha oração para que isso não aconteça é ingênua. Sempre há um vento gelado soprando em algum lugar.
Portanto, estou mudando minha oração vespertina. Porque a vida é dura, quer o desejemos ou não. Em vez disso, vou rezar para que as raízes de meus filhos sejam profundas, para que eles possam retirar forças das fontes escondidas do Deus eterno.
Muitas vezes rezamos por tranqüilidade, mas essa é uma graça difícil de alcançar. O que precisamos fazer é rezar por raízes que alcancem o fundo do Eterno, para que quando as chuvas caiam e os ventos soprem não sejamos varridos em direções diferentes.

Ilusão


Já fomos um só, dois totais estranhos beijando o luar, nos apaixonamos entre as noite, de muitos amantes e algumas lágrimas.
Mas será que o destino suportará?
Cada gota de chuva que cai no meu rosto, me faz relembrar os seus carinhos, abrindo uma luz no meio da escuridão.
O sussurro do vendo também me lembra você, falando baixinho em meu ouvido, coisas que até o próprio coração desconhece.
Nos nossos beijos apaixonados, eu sair d órbita por ai indo em direção ao espaço.
Em algum lugar, perdi uma parte da memória.
De repente, o tempo dá uma parada. Engraçado como as lembranças persistem.
Hoje, percebo que me envolvi numa profunda ilusão, tudo fantasia, nada real!