segunda-feira, 1 de março de 2010


Rótulos...

Li num site idiotices sobre rótulos reais... (sim, eu não tenho vida mais interessante que isto lol)
Li muitos, mas vou só fazer um "best of" para não se aborrecerem muito (porque para isso já contactam comigo certo?...)
Nem vou comentar tudo devido à estupidez de alguns... Deixo ao vosso critério.
Cá vai:


- Num secador de cabelo: "Não use quando estiver a dormir."
- Num saquinho de batatas fritas: "Você pode ser o vencedor! Não é necessário comprar. Detalhes dentro."

- Numa garrafa de azeite: "Consumir de preferência antes do fim".

- Numa sabonete: "Use como um sabonete normal." (E como podia ser?)
- Numa refeição congelada: "Sugestão de servir: descongele."

- Numa touca de banho de hotel: "Ajusta-se a uma cabeça."
(Ainda bem!)

- Impresso no fundo, em baixo, de uma sobremesa tiramisu: "Não vire ao contrário." (Mas para ler aquilo se calhar, mas só se calhar já viramos...)

- Num pudim: "O produto estará quente depois de aquecido."

- Na embalagem de um ferro de passar Rowenta: "Não passe roupas no corpo."

- Num remédio infantil: "Não trabalhe com máquinas ou conduza."

- Numa caixa de luzes de Natal chinesas: "Somente para uso dentro ou fora de casa."
(Ah, bom! Não é para usar no espaço numa próxima viagem à Lua...)

- Num máquina de comida: "Não é para ser usado para outro uso." (hã?)

- Num saquinho de amendoins da Sainbury's: "Aviso: Contém amendoins." (Ufa! Que sorte!)

- Num saquinho de amendoins da American Airlines: "Instruções: abra o saquinho, coma os amendoins."(Se não fossem essas dicas...)

- Numa motoserra sueca: "Não tente parar a serra com as mãos ou genitais."(no comment...)

- Numa fato de Carnaval de Super-Homem: "O uso destes trajes não o torna apto a voar." (Ohhh... isso destrói a imaginação da criança!).
- Debaixo de uma cadeira de escritório: "Atenção, usar este produto, uma pessoa por vez."

Precisa-se...

...alguém para conversar de forma descontraída, sosegada, sobre tudo e sobre coisa nenhuma. Só pelo prazer de estar na companhia um do outro. Calados, mas a dizer tudo com o olhar. Quero-te ao pé de mim. Quero contar-te do meu dia, dos pequeninos projectos que vou desenvolvendo, das minhas coisas. E quero saber das tuas. Tomar um café. Passear agasalhados de mãos dadas e bem juntinhos. Rir do frio que faz e do nosso ar quente fundindo-se com o ar frio (bem dizem que os opostos se atraem não é?).
Se já não for no café, pode ser em tua casa. Ou na minha. E fazendo umas festinhas no cabelo enquanto falamos ou contornos de rosto também pode ser...

Tenho tanto para te dizer... Tanto para te fazer... Tanto que preciso que me faças. Vejo-te em toda a gente, mas depois acabo por me forçar a tirar daí o pensamento. Não me posso apaixonar por toda a gente e ao mesmo tempo por ninguém.

Preciso de alguém que me compreenda. Ou mesmo que não o faça, que tenha ao menos paciência para me aturar e goste de mim pelo que sou. Que sinta a minha falta quando não estamos juntos. Que anseia pela minha chegada para me contar das suas coisas e saber das minhas.

Falta é encontrar-te. Por isso ponho este anúncio calado no meu coração.

Amar não é fácil

Se amar fosse fácil...
Não haveria tanta gente a amar mal, nem tanta gente mal amada.

Se amar fosse fácil...
Não haveria tanta fome, nem tantas guerras, nem gente sem sobrenome.
Se amar fosse fácil...
Não haveria crianças nas ruas sem ter ninguém, nem haveria orfanatos; porque as famílias adoptariam mais filhos.
Nem filhos mal concebidos.
Nem esposas mal amadas.
E nunca ninguém negaria o que jurou no altar.
Se amar fosse fácil...
Não haveria assaltantes e as grávidas não fariam abortos, nem haveria assassinos, nem preços exorbitantes, nem os que ganham demasiado, nem os que ganham "demenosiado".
Se amar fosse fácil...
Não haveria soldados, pois ninguém entraria em conflito com ninguém.
Mas o amor é um sentimento que depende de "eu quero", seguido de "eu espero" e a vontade é rebelde e o homem um egoísta que maximiza o seu "eu".
Por tudo isto, o amor é difícil.
Não se ama por ser fácil, ama-se porque é preciso!
Recebido por mail – Autor desconhecido (+ adaptações por mim)

Cansada

É assim que me tenho sentido.
Cansada dos dias curtos, frios, que me deixam melancólica. Cansada de ter sempre coisas por fazer.
Estou cansada que me exijam coisas. Cansada por não me sentir com forças para as dar.
Estou cansada de manhã, à tarde e à noite. Cansada quando me deito e quando me levanto.
Cansada. Simplesmente cansada. Ou complicadamente cansada. E incompreendida, deslocada e a sentir-me sozinha.
Quero fugir da minha pessoa... Posso?
Apetece-me caminhar sem destino... até o mar apagar o rasto...



Desilusões

Há já algum tempo que a "pressionava": «Não tens nada para me dizer? Acho que tens...»

Mas ela com o seu bloqueio/timidez nunca lhe disse nada. Além disso, a habitual baixa auto-estima quase a obrigava a tomar os sinais que ele lhe ia dando como outra coisa, ou melhor, tentava explicá-los de uma outra forma que não a ÓBVIA (como lhe diziam algumas amigas).
Até que um dia, ele não lhe deu tempo para magicar essa explicação alternativa à óbvia e surpreendeu-a, repetindo palavras dela usadas há não muitos dias.
«Há coisas que não precisam de ser ditas… Sentem-se… Não é?» [E sorriu. “Aquele” sorriso…]
Foi nesse instante que se beijaram.

E poderia ter sido este o início de uma bonita história de amor. Não daquelas de “viveram felizes para sempre”, porque para sempre é muito tempo; mas talvez daquelas que duram uns bons anos. Bons e inesquecíveis.

Mas não foi. Foi mais o início do que viria a ser uma desilusão. Não directamente com ele, mas com ela. 21 anos sem namorado, 21 anos sem se sentir amada, 21 anos sem ter aquele abrigo ao qual recorrer de que tanto falam as canções românticas ou pirosas, dependendo de quem as ouve e apelida. Se esteve 21 anos assim, será que valeu a pena entrar nisto por menos de um mês? Não é que estivesse arrependida; se voltasse atrás faria tudo da mesma forma. Ou se calhar evitava que acontecesse para não voltar a arcar com as consequências estúpidas que ainda hoje a faziam sofrer.

Quando por momentos pensou em seguir conselhos que vinha ouvindo há anos e gradualmente ir afastando os fantasmas da baixa auto-estima, eis que acontece isto. Os fantasmas ganham novamente.
E, feliz ou infelizmente, a rapariga fica a saber que se conhece tão bem quanto as brasas conhecem a chama.

Até agora, a vida só tem dado vitórias a esses fantasmas, logo, ela não vê razão para os contrariar, enfrentar e, por fim, vencer. Será que algum dia o irá fazer?
Por enquanto, continua (e continuará) «old, scared and lonely»… Have you all been there too

PERGUNTAS SEM RESPOSTA #1

- Como é que se rasga a saudade?
- Como é que se bloqueiam pensamentos?
- O que fazer para apagar uma memória?
- Como abraçar um cheiro e mantê-lo connosco?
- Como posso dizer que te amo sem que da minha boca saia qualquer som?
- O que posso fazer para extrair a doçura do teu olhar?
- Como se traduz em palavras o amor? Será alguma [palavra] suficiente? E por gestos, será possível?
- Como posso explicar-te que, nos dias em que não gosto de ti, é só uma questão de tempo até me lembrar de coisas boas e voltar a sorrir?
- O que tenho de fazer para guardar no coração o calor de um momento?
- Compreendes/Consegues compreender que nem sempre quando choro é de tristeza?
- Onde é que está a escada para alcançar os sonhos?
- Com que espécie de arma se pode erradicar a injustiça? (do mais pequeno ao maior nível, da situação mais insignificante à mais grave)
- Como domesticar a teimosia e gerar compreensão?

A um ausente

Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste

e sem te despedires foste embora.

Detonaste o pacto.

Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.

Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu,
enlouquecendo nossas horas.


Que poderias ter feito de mais grave
do que o acto sem continuação, o acto em si,
o acto que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?

Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.

Sim, tenho saudades.

Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste.




Pode ser que um dia passe... [a saudade]