segunda-feira, 1 de março de 2010


Desilusões

Há já algum tempo que a "pressionava": «Não tens nada para me dizer? Acho que tens...»

Mas ela com o seu bloqueio/timidez nunca lhe disse nada. Além disso, a habitual baixa auto-estima quase a obrigava a tomar os sinais que ele lhe ia dando como outra coisa, ou melhor, tentava explicá-los de uma outra forma que não a ÓBVIA (como lhe diziam algumas amigas).
Até que um dia, ele não lhe deu tempo para magicar essa explicação alternativa à óbvia e surpreendeu-a, repetindo palavras dela usadas há não muitos dias.
«Há coisas que não precisam de ser ditas… Sentem-se… Não é?» [E sorriu. “Aquele” sorriso…]
Foi nesse instante que se beijaram.

E poderia ter sido este o início de uma bonita história de amor. Não daquelas de “viveram felizes para sempre”, porque para sempre é muito tempo; mas talvez daquelas que duram uns bons anos. Bons e inesquecíveis.

Mas não foi. Foi mais o início do que viria a ser uma desilusão. Não directamente com ele, mas com ela. 21 anos sem namorado, 21 anos sem se sentir amada, 21 anos sem ter aquele abrigo ao qual recorrer de que tanto falam as canções românticas ou pirosas, dependendo de quem as ouve e apelida. Se esteve 21 anos assim, será que valeu a pena entrar nisto por menos de um mês? Não é que estivesse arrependida; se voltasse atrás faria tudo da mesma forma. Ou se calhar evitava que acontecesse para não voltar a arcar com as consequências estúpidas que ainda hoje a faziam sofrer.

Quando por momentos pensou em seguir conselhos que vinha ouvindo há anos e gradualmente ir afastando os fantasmas da baixa auto-estima, eis que acontece isto. Os fantasmas ganham novamente.
E, feliz ou infelizmente, a rapariga fica a saber que se conhece tão bem quanto as brasas conhecem a chama.

Até agora, a vida só tem dado vitórias a esses fantasmas, logo, ela não vê razão para os contrariar, enfrentar e, por fim, vencer. Será que algum dia o irá fazer?
Por enquanto, continua (e continuará) «old, scared and lonely»… Have you all been there too

PERGUNTAS SEM RESPOSTA #1

- Como é que se rasga a saudade?
- Como é que se bloqueiam pensamentos?
- O que fazer para apagar uma memória?
- Como abraçar um cheiro e mantê-lo connosco?
- Como posso dizer que te amo sem que da minha boca saia qualquer som?
- O que posso fazer para extrair a doçura do teu olhar?
- Como se traduz em palavras o amor? Será alguma [palavra] suficiente? E por gestos, será possível?
- Como posso explicar-te que, nos dias em que não gosto de ti, é só uma questão de tempo até me lembrar de coisas boas e voltar a sorrir?
- O que tenho de fazer para guardar no coração o calor de um momento?
- Compreendes/Consegues compreender que nem sempre quando choro é de tristeza?
- Onde é que está a escada para alcançar os sonhos?
- Com que espécie de arma se pode erradicar a injustiça? (do mais pequeno ao maior nível, da situação mais insignificante à mais grave)
- Como domesticar a teimosia e gerar compreensão?

A um ausente

Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste

e sem te despedires foste embora.

Detonaste o pacto.

Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.

Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu,
enlouquecendo nossas horas.


Que poderias ter feito de mais grave
do que o acto sem continuação, o acto em si,
o acto que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?

Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.

Sim, tenho saudades.

Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste.




Pode ser que um dia passe... [a saudade]

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

DEPENDÊNCIA DE DEUS

Um certo senhor, acompanhado por sua filhinha, ia subir uma montanha muito alta. Sugeriu que a menina fosse na frente e ele atrás.
Ela começou a subida com muito entusiasmo, pois queria mostrar ao pai como era forte e capaz.
O caminho, porém, tornava-se cada vez mais íngreme e difícil e a menina por isso, caía de vez em quando, mas porque era corajosa, levantava-se e punha-se novamente a subir.
Os espinhos lhe rasgavam a roupa e as carnes, mas mesmo assim, continuava a subir.
Finalmente não pôde subir mais e levou um tombo cruel. Então chorando se virou para o pai.
Ele a tomou nos braços e a levou assim até o cume. Nunca ele esperava que ela subisse sozinha...

Deus não quer que subamos a montanha da vida a sós. Toda a nossa experiência nos ensina que temos um grande amigo invisível, mas muito real, que espera o momento em que nós, cônscios da nossa fraqueza, nos voltemos para Ele, em busca da proteção e auxílio que Ele nos quer dar.

Reverência ao destino

Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.

Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.

Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso.
E com confiança no que diz.

Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer ou ter coragem pra fazer.

Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende.
E é assim que perdemos pessoas especiais.

Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.

Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.
Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.

Fácil é dizer "oi" ou "como vai?"
Difícil é dizer "adeus", principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...

Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida.
Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.

Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só.
Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar, e aprender a dar valor somente a quem te ama.

Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência, acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.

Fácil é ditar regras.
Difícil é seguí-las.
Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.

Fácil é perguntar o que deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta ou querer entender a resposta.

Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.

Fácil é dar um beijo.
Difícil é entregar a alma, sinceramente, por inteiro.

Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.

Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém, saber que se é realmente amado.

Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho.

Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata.

Não consegui

dormir ontem, porque sei que esta acabando entre nós. Não estou mais triste, porque sei que o que tivemos foi verdadeiro.E se em algum lugar distante, no futuro, nos encontrarmos novamente, em nossas novas vidas, vou sorrir para você com alegria e lembrarei como passamos um verão em baixo das arvores, aprendendo um com o outro e nos apaixonando.
O melhor amor é aquele que acorda a alma, e faz com que avancemos. Aquele que planta um fogo em nosso coração e traz paz a nossa mente... E foi isso que você me deu, é o que espero ter dado a você para
sempre !

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Resposta melhor

É estranho como não pensou
Nem imaginou como seria o fim, o fim...
As lembranças que você deixou
E as pequenas coisas que matou em mim
É estranho lhe mostrar que não quero mais
Se você quem escolheu
Deixar os nossos planos pra trás

Pra que dizer se você nunca quis me ouvir?
Pra que fazer o que você não fez por mim?
É estranho meu silêncio
Ser pra ti nesse momento resposta

Minha vida nunca mais será
A mesma desde quando você me roubou a paz
Tive medo de não suportar
Revirei o mundo pra enfrentar a dor
É estranho ouvir tua voz tão fraca
Pois se tantas vezes eu chorava
Com nossos planos pra trás
Pra que dizer se você nunca quis me ouvir?
Pra que fazer o que você não fez por mim?
É estranho meu silêncio
Ser pra ti nesse momento resposta
A minha vida nunca mais será
A mesma desde tudo o que eu senti
A dor que vai sem dó , sem te falar
Então até mais... adeus, adeus ,
adeus é tudo o que eu sei te dar
Pra que dizer se você nunca quis me ouvir?
Pra que fazer o que você não fez por mim?
É estranho meu silêncio
Ser pra ti nesse momento resposta